Honestidade e Satisfação entre casais

Por em 15 maio, 2013 em Psicoterapia de casais | 0 comentários

Refiro-me aqui muitas vezes à importância da assertividade para qualidade das relações conjugais porque sei, por experiência, que quanto maior for a capacidade dos membros do casal para exporem de forma clara e honesta aquilo que pensam e sentem, maior é a probabilidade de serem felizes no casamento. Porquê? Porque, ao fazê-lo, estão a revelar-se e dar oportunidade ao cônjuge para compreender, aceitar, validar as suas opiniões e emoções, mesmo que discordem de algumas escolhas, mas também porque essa é a única via para que as suas necessidades possam ser preenchidas. Mas para que sejamos honestos com a pessoa que amamos é preciso que sejamos honestos connosco. Esta parece uma tarefa fácil, mas não é. Nem todas as pessoas são capazes de olhar para si mesmas de forma clara e objectiva; nem todas são capazes de, de uma forma consistente, identificar as suas reais necessidades e de agir em...

Ciúme Patológico

Por em 15 maio, 2013 em Psicologia | 0 comentários

Em questões de ciúme, a linha divisória entre imaginação, fantasia, crença e certeza freqüentemente se torna vaga e imprecisa.No ciúme as dúvidas podem se transformar em idéias supervalorizadas ou francamente delirantes. Depois das idéias de ciúme, a pessoa é compelida à verificação compulsória de suas dúvidas. O (a) ciumento(a) verifica se a pessoa está onde e com quem disse que estaria, abre correspondências, ouve telefonemas, examina bolsos, bolsas, carteiras, recibos, roupas íntimas, segue o companheiro(a), contrata detetives particulares, etc. Toda essa tentativa de aliviar sentimentos, além de reconhecidamente ridícula até pelo próprio ciumento, não ameniza o mal estar da dúvida. Os ciumentos estão em constante busca de evidências e confissões que confirmem suas suspeitas mas, ainda que confirmada pelo(a) companheiro(a), essa inquisição permanente traz mais dúvidas ainda ao invés...

Conflitos Conjugais:

Por em 15 maio, 2013 em Psicoterapia de casais | 0 comentários

Certamente  o aprendizado da conjugalidade demanda dos ingredientes básicos inerentes aos casais: amor, carinho, companheirismo, projetos em comum…, que auxilia e fortalece o casal, permitindo que ultrapasse com maior facilidade as dificuldades. Este contínuo aprendizado que o contato intimo proporciona, de se mostrarem mutuamente como verdadeiramente são, fortalece a cumplicidade do casal e não importa como socialmente o casal se apresente, pois ao terem característica de ‘unidade’ adquirem força para crescerem. Um dos sintomas mais característicos nos relacionamentos (família, casal, etc.) é a falta de maleabilidade nas regras e a impossibilidade de troca nos papéis: tudo é muito certinho e todos sabem exatamente como se comportar. As mudanças não são permitidas e os papéis são extremamente definidos não importa o tipo, pode ser brincalhão, irreverente, ranzinza,...

Disfunções sexuais na vida do casal:

Por em 15 maio, 2013 em Psicoterapia de casais | 0 comentários

A terapia sexual é o tratamento das disfunções ou inadequações sexuais.  Um exemplo de disfunções sexuais no homem, pode-se citar a disfunção erétil, a ejaculação precoce e o transtorno orgásmico. Na mulher, exemplos de disfunções sexuais podem ser a falta de desejo sexual e a anorgasmia. Outros problemas sexuais podem ser tratados pela terapia sexual. São eles as parafilias (desvios sexuais) e o transtorno de identidade de gênero. A sexualidade humana é um fenômeno complexo onde estão presentes fatores biológicos, psicológicos e socioculturais. As disfunções sexuais relacionam-se ao intercurso sexual em uma das seguintes fases: desejo, excitação, orgasmo. Incluem o vaginismo, ejaculação precoce, anorgasmia e outros. O transtorno de identidade de gênero caracteriza-se pelo desconforto e dificuldade do sujeito com o próprio sexo biologicamente determinado. No tratameto as...

A Depressão no Casamento

Por em 15 maio, 2013 em Psicoterapia de casais | 0 comentários

É sabido que os transtornos depressivos condicionam a nossa capacidade para usufruir daquilo que vamos construindo. O pessimismo, o desinteresse generalizado e a desesperança são elementos quase sempre presentes nos casos de depressão e podem estender-se à relação conjugal. Especificamente, o facto de uma pessoa estar deprimida pode condicionar a sua percepção sobre a qualidade da relação. Conheço bem esta consequência da doença e sei que é tão difícil para o doente como para o cônjuge lidar com (mais) este problema. “Será que gosto dele(a)?”, “Estarei deprimido(a) porque deixei de o(a) amar?” são interrogações angustiantes que povoam a mente de muitos dos pacientes com quem tenho trabalhado. Mas a depressão também os pode conduzir a dúvidas como “O que será que o meu cônjuge quer desta relação?” ou “Será que esta relação tem futuro?”. Quanto mais severos são os sintomas de depressão,...